Disturbed

Disturbed falam do concerto cancelado na Bélgica

Os Disturbed emitiram agora um comunicado após o cancelamento do concerto na Bélgica, originalmente agendado para Bruxelas a 15 de outubro, com as autoridades locais a invocarem preocupações de segurança.

Numa mensagem partilhada no Instagram e nas redes sociais, a banda sublinhou que a música e os concertos são espaços onde «todas as nossas diferenças desaparecem» e destacou o «poder da música para curar, inspirar e unir as pessoas».

Apesar de expressarem tristeza pelo cancelamento do espetáculo, os Disturbed informaram os fãs que todos os bilhetes comprados serão reembolsados automaticamente no prazo de 30 dias, para o cartão utilizado na compra.

Comunicado completo da banda:

A música é onde todas as nossas diferenças desaparecem.
A música tem o poder de curar, de inspirar e de unir as pessoas — não se trata do que nos divide.
Sempre fizemos questão de que, nos nossos concertos, TODOS são bem-vindos, independentemente das suas crenças.
Todos os que vêm a um concerto dos Disturbed são aceites e amados.
Estamos tristes por os nossos fãs na Bélgica não poderem partilhar esta celebração da música.

Os vossos bilhetes serão reembolsados automaticamente no prazo de 30 dias para o cartão utilizado na compra.
Não é necessário tomar qualquer ação adicional
.

Agradecemos a vossa compreensão e valorizamos o vosso apoio.

Por que foi cancelado o concerto dos Disturbed?

Menos de uma semana antes do concerto no Forest National (Vorst Nationaal), o jornal belga De Standaard noticiou que o espetáculo não se iria realizar.

Segundo o jornal, o presidente da câmara de Forest, Charles Spapens, emitiu uma ordem policial para proibir o concerto da banda americana, alegando que o evento se tornou controverso devido ao apoio público do vocalista David Draiman às forças militares israelitas.

Draiman, que é judeu, partilhou em 2024 uma foto sua numa base das Forças de Defesa de Israel (IDF), onde assinou projéteis de artilharia e escreveu «fuck Hamas» neles. A imagem e a visita geraram polémica, especialmente devido ao conflito em curso entre Israel e o Hamas em Gaza.

Mais tarde, Draiman voltou a partilhar as fotos e comentou:

Sim, assinei UMA granada de artilharia numa base da IDF na fronteira com Gaza.
Escrevi ‘FUCK HAMAS’ nela. Disse-o com convicção e voltaria a fazê-lo.
A insinuação de que essa granada que assinei ‘matou crianças’ ou ‘inocentes/não-combatentes’ é absolutamente absurda.

De acordo com De Standaard, vários sindicatos planeavam protestar contra o concerto de 15 de outubro, o que levantou preocupações com riscos de segurança.

Declarações do presidente da câmara antes do cancelamento

O Brussels Times noticiou que Spapens estava a tentar cancelar o concerto em colaboração com o Forest National, classificando o evento como «um problema moral».

Isto trata-se de um homem que assinou uma bomba que foi lançada sobre Gaza», disse Spapens.
«Não apoiamos a presença deste artista, muito menos a sua posição sobre Gaza.

Inicialmente, parecia que a cidade não tinha autoridade para cancelar o concerto, sendo essa decisão da responsabilidade do Forest National e da promotora Live Nation. No entanto, isso mudou com a emissão da ordem policial, invocando receios de protestos crescentes.

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